Especial de Natal Educa – Confira o infográfico

No ano de 2017, a Educa investigou novos mercados e pesquisou novos segmentos. Nós gostaríamos de dividir um pouco do que vimos com você através de um infográfico, adiantando, inclusive, algumas previsões sobre o setor para os próximos anos.

Aproveitamos também para agradecer a parceria construída em 2017 e desejar a todos vocês um feliz natal e um ótimo 2018!

Vídeo Beduka – Opiniões de especialistas em educação

Nosso Sócio-Diretor, Luiz Trivelato, fala neste vídeo sobre o Beduka, uma plataforma que reúne diversas informações de cursos e instituições de ensino superior (públicas e privadas) com o objetivo de facilitar a escolha e o ingresso dos estudantes. Além de um buscador, é uma poderosa ferramenta de visibilidade e captação para as instituições de ensino. Assista ao vídeo e saiba mais sobre a ferramenta.

 

Vídeo 10º Cbesp Luiz Trivelato – Os seis primeiros meses de um aluno do EaD

Dia 27.05.2017 a Educa Insights esteve presente no 10º CBESP. E Luiz Trivelato, nosso Sócio-Diretor, palestrou com o tema: Do vestibular à primeira avaliação: Os seis primeiros meses de um aluno do EaD. Assista a palestra na íntegra.

Como Alavancar a Captação no EAD?

O CAMINHO DO SUCESSO PARA A JORNADA DO ESTUDANTE.

O Ensino à Distância (EAD) é um segmento em expansão no Brasil e apresenta tendência real de crescimento. A escolha do aluno por um curso superior na modalidade EAD tem a acessibilidade  como um dos fatores principais para a escolha. Segundo dados do ENADE 2014, divulgados pelo MEC/INEP, o perfil das IES privadas corrobora com esse apontamento, uma vez que 66% dos alunos do EAD têm mais de 30 anos , 85% trabalham, 52% contribuem para o sustento da família e 67% possuem renda familiar média de até 3 salários mínimos. Em contrapartida, no ensino presencial o aluno é mais jovem, com apenas 30% na faixa acima de 30 anos, 23% possui renda inferior a 3 salários mínimos, 64% trabalham e 30% ajudam com as despesas da casa, ou seja, a maioria das pessoas que optam pelo Ensino à Distância são atraídas por sua flexibilidade de tempo e valores mais acessíveis. De acordo com dados do Censo de Educação Superior de 2015 (INEP), mais de 20% das matrículas das IES privadas já são na modalidade à distância, cuja oferta tem crescido a taxas superiores ao ensino presencial nos últimos anos. Os cursos mais procurados são Pedagogia, Administração, Licenciaturas e Tecnólogos da área de gestão.

Como qualquer mercado em expansão, ter um diferencial é fundamental para acompanhar a oferta e atender à demanda crescente. Em um segmento em que a marca se destaca somente no local onde a IES possui o modo presencial, o preço é fator preponderante. Entretanto, o bom relacionamento com o estudante, desde o momento da escolha pelo curso e instituição de ensino, até a matrícula e seus primeiros meses como aluno, é primordial. Segundo pesquisa realizada este ano pela Educa Insights, o relacionamento com o candidato e com o aluno representa 60% dos fatores-chave para a satisfação do aluno com a instituição. A pesquisa consistiu no acompanhamento da jornada do estudante da modalidade à distância, por meio de inscrição em processos seletivos e matrícula em 16 das maiores instituições de ensino do país, representando 88% das matrículas de EAD. Foram avaliados quatro aspectos da jornada do aluno: inscrição, processo de vestibular, serviços ao estudante e a experiência com o curso.

Na etapa de inscrição, a maioria das IES foram bem avaliadas em relação aos sites – amigáveis e fáceis de encontrar em sites de buscas –, fichas de inscrição intuitivas e campanhas de marketing atrativas, chamando a atenção do prospect. Já em relação a informações sobre os cursos e diferenciais, somente metade das instituições da pesquisa foram bem avaliadas, e pouco mais da metade conseguiu se destacar nas réguas de relacionamento, isto é, no contato constante e com conteúdo relevante para auxiliar o candidato no processo seletivo e demais etapas. Nesse período, poderá se destacar a IES que conseguir se relacionar de maneira efetiva com o candidato, chamando atenção para seus diferenciais em metodologia, grade de cursos e serviços ao estudante – como lembretes para realizar a prova do vestibular, bom atendimento no Polo, infraestrutura adequada e comunicação assertiva.

(Gráfico: A Jornada do prospect: da inscrição até a rematrícula/ evasão)

 

Após a prova do vestibular, a pesquisa demonstrou que apenas pequena parcela das IES conseguiu se sair bem nos processos avaliados. Destacam-se aquelas que comunicam o resultado de aprovação rapidamente, oferecem condições especiais de pagamento da matrícula e opções de descontos e/ou financiamentos, além de divulgar de modo claro e por diferentes meios – email, SMS, telefone, whatsapp – os procedimentos de matrícula, tornando simples e objetiva esta etapa para o candidato.

Os resultados do estudo apresentam um cenário ainda menos favorável a partir do ingresso do estudante nos cursos das IES pesquisadas. Pouco mais de 20% das instituições entrou em contato com o aluno nos primeiros dias após a matrícula, oferecendo tutoriais para uso do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e contato direto do tutor online. Ao longo do primeiro semestre de experiência como estudantes das IES do estudo, diferenciaram-se aquelas que mantiveram contato próximo dos tutores, com acompanhamento de atividades e auxílio nas dúvidas acadêmicas. Em relação à plataforma de ensino e aos materiais disponibilizados no AVA, o desempenho das instituições foi um pouco melhor, com mais da metade do grupo ofertando conteúdo adequado. Por fim, ao se aproximar do período de rematrícula, apenas uma das instituições se antecipou enviando informações sobre o processo e ofertou alternativas para alunos com problemas financeiros ou pendências acadêmicas, o que pode evitar a evasão de alunos.

A conclusão do estudo mostra que “relacionamento” é a palavra-chave para as instituições que buscam se diferenciar! Quem desejar ser líder de mercado precisa ouvir os alunos e compreender o perfil dos candidatos, auxiliá-los na tomada de decisão, com assertividade na comunicação e serviços que simplifiquem a jornada do estudante EAD, facilitando o processo de escolha pelo curso e o caminho até a matrícula.

 

RUMOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL

SUMÁRIO EXECUTIVO DA ANÁLISE SETORIAL DA EDUCAÇÃO

A Educa Insights, em parceria com o Grupo A, lançou o Sumário Executivo da Análise Setorial da Educação Superior no Brasil. O estudo traça um panorama do setor de educação superior brasileiro, trazendo dados e análises inéditos sobre o mercado, com base no Censo da Educação Superior, publicado em 2015 pelo INEP.

A análise apresenta a grande concentração de estudantes do Ensino Superior em instituições privadas, que representam 77% das matrículas totais. Este fenômeno é o resultado da expansão e investimentos do setor privado, enquanto o setor público não tem sido capaz de suprir a demanda, e hoje representa apenas 23% das matrículas de graduação no país.

Apesar desse crescimento, o período atual é de desaceleração, ainda que não apresente retração em termos absolutos. Em 2014, o crescimento da educação superior privada atingiu seu pico, com 9% de matrículas acima do ano anterior. Em 2015, no entanto, o setor cresceu apenas 3% comparado a 2014, pois enfrentou barreiras como a aceleração da crise econômica e diminuição do volume de novos contratos do FIES, além mudanças nas regras do financiamento governamental, tornando-o menos acessível, o que contribuiu para a diminuição da capacidade dos estudantes de arcar com as mensalidades dos cursos superiores.

No atual cenário, o Brasil ainda apresenta um número baixo de pessoas com ensino superior completo, num total de apenas 7,5% da população geral. Esse indicador coloca o país em um dos piores patamares da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para entender o desafio colocado pelo Plano Nacional de Educação (PNE), é necessário levar em conta a taxa de penetração bruta e líquida, que mede o índice de pessoas que frequentam o ensino superior dentro da faixa etária alvo – entre 18 e 24 anos. O PNE tem como meta atingir 50% da taxa bruta de penetração até 2024, e 33% da taxa líquida. Entende-se por taxa bruta o total da população que estuda no ensino superior – de qualquer idade – dividida pela população de 18 a 24 anos, onde o país atingiu 34% em 2015. Já a taxa líquida, na qual o Brasil atingiu apenas 17%, considera o total de alunos matriculados no ensino superior dentro da idade alvo de 18 a 24 anos, dividido pela população dentro dessa faixa etária. Os dados mostram que, apesar da evolução, o país ainda precisa avançar muito para atingir as metas da política educacional, apresentando incremento de mais de 3,7 milhões de matrículas até 2024.

Sob essa perspectiva de mudanças no mercado educacional e necessidade de melhorias e crescimento, uma modalidade apresenta crescimento significativo e absorve fatia importante do volume de alunos. O Ensino à Distância (EAD), com novas tecnologias e atores no setor, apresenta vantagens como a redução de custos com estrutura física, número de alunos atendidos por um mesmo corpo docente, acessibilidade remota e gestão do tempo. Em um comparativo entre as modalidades, o Ensino à Distância está conquistando um espaço frente ao modelo tradicional, crescendo sempre acima das taxas da modalidade presencial. Em 2015, o EAD cresceu 5% em relação a 2014, enquanto o presencial cresceu apenas 2%.

Os esforços entre o setor privado e público mantêm o mercado em constante movimento. Um dos reflexos dessa parceria é o sistema FIES. Em 2010, o programa era muito atrativo com juros baixos e longos períodos para pagamentos, atingindo a marca de 76 mil alunos inscritos naquele ano. Entretanto, em 2015 o FIES passou por reestruturações, restringindo o acesso, principalmente o volume de novos contratos: do pico de 731 mil contratos anuais em 2014, o número caiu para 315 mil em 2015, primeiro ano de vigência das novas regras.

A tentativa de controlar as despesas governamentais foi a justificativa da reforma de 2015. O gráfico demonstra claramente a expansão agressiva do FIES no período das regras flexíveis para os alunos, entre 2010 e 2014. Todavia, o custo associado ao programa também teve um aumento exponencial no mesmo período.

No entanto, em comparação às instituições federais, atualmente o maior gasto por aluno que se atingiu com o FIES está abaixo do custo por aluno nas instituições públicas. Em 2015, um aluno extra em IES pública representaria um dispêndio dos cofres públicos quase 90% maior que seu custo via FIES.

Portanto, ao longo das últimas décadas houve um crescimento relevante do setor privado na Educação Superior do país. Gradualmente, o governo brasileiro passa a oferecer incentivos ao desenvolvimento deste mercado e a parceria entre as esferas tem o objetivo comum de melhorar os índices na educação e consequentemente o avanço do alcance ao Ensino Superior. Resta saber se as novas regras do FIES, com expectativa de publicação ainda em 2017, e a nova regulamentação do EAD – publicada no último 25 de maio –, que promete flexibilizar a abertura de cursos, polos e instituições, vão contribuir para o incremento do acesso à educação superior.

Baixe o material na integra aqui.

 

Maioria dos cursos de mais de R$ 3 mil tem nota 3

A maioria dos cursos de ensino superior da área de humanas que oferecem Fies, o programa de financiamento do governo federal, e cobram mensalidades acima de R$ 3 mil atingiu no máximo nota 3 de um ranking que vai de 1 a 5 do Ministério da Educação (MEC), segundo levantamento da consultoria Educa Insights. O conceito 3 é o mínimo necessário para que o curso integre programas governamentais de crédito e bolsa de estudos e tenha aprovada a abertura de novas vagas.

O estudo mostra que 62,5% dos cursos que custam mais de R$ 3 mil por mês tiveram 3 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador que considera a nota do aluno no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), infraestrutura da faculdade, desenvolvimento acadêmico do estudante durante a graduação, professores com doutorado, entre outros quesitos. Uma parcela de 4,2% dos cursos dessa faixa de preço teve nota 2.

Para fazer o levantamento, a Educa Insights elencou as mensalidades praticadas neste ano em 4.661 mil graduações presenciais que oferecem Fies e cruzou com as notas obtidas nas avaliações do MEC que mensuram a qualidade acadêmica de universitários e cursos. A consultoria só considerou os cursos com Fies porque esses têm dados públicos sobre suas mensalidades o programa do governo exige essa divulgação. A última avaliação de graduações foi feita com alunos da área de humanas que se formaram em 2015.

O curso de Economia da FAAP, cuja mensalidade é R$ 3,5 mil, por exemplo, foi classificado com nota 2 pelo CPC. Na PUCRio, o curso de Economia que tem mensalidade na casa de R$ 4 mil teve nota 3. O curso de Direito no Mackenzie, em São Paulo, que custa em torno de R$ 2 mil por mês, também foi considerado 3 pelo MEC.

"Nossos professores têm contrato por horaaula de trabalho, não é período integral. Isso joga nosso CPC para baixo, mas estamos revendo esse formato de contratação para melhorar a nota", disse Luiz Alberto Machado, vicediretor de Economia da FAAP. Um dos critérios na avaliação do MEC é a quantidade de professores contratados em período integral. Considerando apenas o Enade exame feito pelos alunos a nota do curso de Economia da FAAP foi 3.

Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor do Mackenzie, afirmou que "o resultado não atendeu as expectativas da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, zelosa quanto à sua qualidade", em nota enviada ao Valor. "Entendemos que o resultado aferido não é compatível com a qualidade acadêmica histórica do nosso curso, haja vista outros indicadores, a exemplo da aprovação nos exames da OAB", acrescentou.

A PUCRio não retornou os pedidos da reportagem.

Segundo as faculdades premium, outro fator que explica o desempenho acadêmico é o critério que considera a evolução do aluno nos quatro anos da graduação. O MEC avalia o progresso do estudante no Enem (exame aplicado aos concluintes do ensino médio) e no Enade. A evolução acadêmica do aluno de faculdades premium que, normalmente, vem de bons colégios e tira notas mais altas no Enem, é menor quando comparada a do estudante de instituições populares. Boa parte dos universitários de faculdades populares teve nota baixa no Enem e o progresso que consegue obter até o termino do curso, quando faz o Enade, é maior. Os grandes grupos de ensino superior costumam dar aulas de reforço e treinamento para este último exame do MEC.

Segundo Luiz Trivelato, sócio da Educa Insights, uma das razões que explicam o desempenho das faculdades é o financiamento estudantil do governo. "Com o boom do Fies, várias instituições podem ter aumentado de forma exagerada as mensalidades e algumas escolas premium podem ter absorvido alunos com baixo desempenho acadêmico por meio do financiamento estudantil", disse Trivelato.

O consultor lembra ainda que no último ciclo do Enade não foram avaliados cursos das áreas de saúde e engenharia, cujas instituições de ensino premium costumam se destacar. As avaliações do MEC são trianuais e por blocos: humanas, exatas e biológicas.

Um desempenho ruim afeta a imagem da instituição e a área financeira. Isso porque as graduações com nota inferior a 3 no CPC não podem oferecer Fies e ProUni (programa de bolsa de estudo) e correm o risco de ser proibidas de ampliar o número de vagas e abrir novas unidades.

O MEC considera a nota 3 como satisfatória, porém, os acadêmicos e, mais recentemente, os investidores passaram a enxergar o conceito 4 como um diferencial, uma vez que hoje a maioria dos cursos, inclusive dos grupos de ensino mais populares, tem nota 3.

O setor de ensino superior como um todo reclama que a nota obtida no Enade não é incluída no currículo do aluno. Com isso, muitos universitários não são comprometidos com a avaliação do MEC. No entanto, o governo usa essa pontuação para mensurar a qualidade das graduações e das instituições.

Os critérios adotados pelo governo na avaliação são questionados há vários anos pelas instituições. Agora, as faculdades e o MEC negociam mudanças nesses parâmetros, sendo que um dos pleitos do setor é que a nota obtida no Enade seja incluída no currículo do aluno. Dessa forma, dizem as universidades, o aluno ficaria mais estimulado a tirar uma nota mais alta. E, por tabela, melhoraria a classificação do curso.

Fonte: Valor Econômico