Especial de Natal Educa – Confira o infográfico

No ano de 2017, a Educa investigou novos mercados e pesquisou novos segmentos. Nós gostaríamos de dividir um pouco do que vimos com você através de um infográfico, adiantando, inclusive, algumas previsões sobre o setor para os próximos anos.

Aproveitamos também para agradecer a parceria construída em 2017 e desejar a todos vocês um feliz natal e um ótimo 2018!

Vídeo Beduka – Opiniões de especialistas em educação

Nosso Sócio-Diretor, Luiz Trivelato, fala neste vídeo sobre o Beduka, uma plataforma que reúne diversas informações de cursos e instituições de ensino superior (públicas e privadas) com o objetivo de facilitar a escolha e o ingresso dos estudantes. Além de um buscador, é uma poderosa ferramenta de visibilidade e captação para as instituições de ensino. Assista ao vídeo e saiba mais sobre a ferramenta.

 

Vídeo 10º Cbesp Luiz Trivelato – Os seis primeiros meses de um aluno do EaD

Dia 27.05.2017 a Educa Insights esteve presente no 10º CBESP. E Luiz Trivelato, nosso Sócio-Diretor, palestrou com o tema: Do vestibular à primeira avaliação: Os seis primeiros meses de um aluno do EaD. Assista a palestra na íntegra.

MEC atualiza regulamentação de EaD e amplia a oferta de cursos

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Para ampliar a oferta de cursos de ensino superior no país, o Ministério da Educação (MEC) publicou nesta quarta-feira, 21, portaria que regulamenta o Decreto nº 9057, de 25 de maio de 2017, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos superiores na modalidade a distância, melhorar a qualidade da atuação regulatória do MEC na área, aperfeiçoando procedimentos, desburocratizando fluxos e reduzindo o tempo de análise e o estoque de processos.

A portaria possibilita o credenciamento de instituições de ensino superior (IES) para cursos de educação a distância (EaD) sem o credenciamento para cursos presenciais. Com isso, as instituições poderão oferecer exclusivamente cursos EaD, na graduação e na pós-graduação lato sensu, ou atuar também na modalidade presencial. O intuito é ajudar o país a atingir a Meta 12 do Plano Nacional de Educação (PNE), que determina a elevação da taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida em 33% da população de 18 a 24 anos. Na mesma linha, as IES públicas ficam automaticamente credenciadas para oferta EaD, devendo ser recredenciadas pelo MEC em até 5 anos após a oferta do primeiro curso EaD.

Para garantir segurança e qualidade, a portaria reitera que a oferta de cursos EaD requer autorização prévia do MEC para seu funcionamento, exceto para as instituições de ensino superior que possuem autonomia, e que todas as instituições devem manter cursos de graduação em funcionamento, não sendo permitida a oferta somente de pós-graduação lato sensu.

Outra inovação que a portaria traz é a criação de polos de educação a distância pelas próprias instituições já credenciadas para esta modalidade de ensino. O documento detalha ainda a quantidade de polos que as instituições poderão criar, baseado no conceito institucional (CI) mais recente da instituição.

As instituições de ensino superior que possuem CI 3 poderão criar até 50 polos por ano, as com CI 4 poderão criar 150 e as com CI 5 poderão criar até 250 polos por ano. Elas também podem optar por continuar atuando somente na sede. Essa medida permitirá a ampliação da oferta por meio de polos EaD pelas IES já credenciadas, já que antes do Decreto recentemente publicado os processos de credenciamento de polos eram analisados pelo MEC, com tempo de análise bastante prolongado. Para o Secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Henrique Sartori, “esses quantitativos levam em consideração a preocupação que o Ministério da Educação tem em relação à qualidade das instituições, já que elas poderão criar mais polos conforme a qualidade que a instituição possuir e apresentar para a educação a distância. Então a criação dos polos fica condicionada à gradação da qualidade que as instituições do sistema possuem”.

Visitas in loco – As avaliações in loco realizadas pelo MEC passarão a se concentrar na sede das instituições e não mais nos polos. Entretanto, na visita, os avaliadores irão verificar se a estrutura da IES atende aos cursos propostos, bem como à quantidade de estudantes a serem atendidos na sede da instituição e nos polos. Para os cursos, as Diretrizes Curriculares Nacionais continuam sendo referência, inclusive para verificar os momentos presenciais obrigatórios e outras especificidades de cada área.

Cursos sem atividades presenciais, por sua vez, passam a ser permitidos, mas exigem autorização prévia do MEC e visita de avaliação in loco, mesmo para as IES com autonomia.

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC (Seres) pretende, ainda, implementar ações de monitoramento dos polos EaD, a fim de garantir que os requisitos de funcionamento sejam cumpridos.

Regras de transição – Para os processos que estão em trâmite na data de publicação da portaria, são previstas disposições transitórias que adequam a análise dos processos à nova legislação. Não haverá necessidade de continuidade das visitas em polos ainda não visitados. As sedes e polos já visitados terão portaria de credenciamento publicada pelo MEC e as IES poderão criar os polos por ato próprio, com arquivamento dos processos pela SERES. Somente as IES que optarem por aguardar visita e não se utilizar da nova legislação é que devem comunicar ao MEC a sua opção. As que optarem por seguir a nova legislação terão a análise dos processos concluída pelo MEC.

O Secretário Henrique Sartori ainda relembra que até a edição do Decreto nº 9.057 estava vigente um Decreto do ano de 2005, em uma área com tantas mudanças tecnológicas como a EaD. Na época, não haviam sido inventadas as muitas das tecnologias de comunicação e informação disponíveis atualmente, incluindo simuladores de realidade aumentada e realidade virtual, materiais didáticos e outras inovações. Com o Decreto recentemente publicado e a portaria, o país caminha na direção dessas inovações e, além disso, aumenta a concorrência no setor, incentivando a ampliação da oferta e a qualidade.

As alterações foram publicadas na portaria normativa Nº 11 do Diário Oficial da União desta quarta-feira, 21.

Assessoria de Comunicação Social

Fonte: Clique aqui

Como Alavancar a Captação no EAD?

O CAMINHO DO SUCESSO PARA A JORNADA DO ESTUDANTE.

O Ensino à Distância (EAD) é um segmento em expansão no Brasil e apresenta tendência real de crescimento. A escolha do aluno por um curso superior na modalidade EAD tem a acessibilidade  como um dos fatores principais para a escolha. Segundo dados do ENADE 2014, divulgados pelo MEC/INEP, o perfil das IES privadas corrobora com esse apontamento, uma vez que 66% dos alunos do EAD têm mais de 30 anos , 85% trabalham, 52% contribuem para o sustento da família e 67% possuem renda familiar média de até 3 salários mínimos. Em contrapartida, no ensino presencial o aluno é mais jovem, com apenas 30% na faixa acima de 30 anos, 23% possui renda inferior a 3 salários mínimos, 64% trabalham e 30% ajudam com as despesas da casa, ou seja, a maioria das pessoas que optam pelo Ensino à Distância são atraídas por sua flexibilidade de tempo e valores mais acessíveis. De acordo com dados do Censo de Educação Superior de 2015 (INEP), mais de 20% das matrículas das IES privadas já são na modalidade à distância, cuja oferta tem crescido a taxas superiores ao ensino presencial nos últimos anos. Os cursos mais procurados são Pedagogia, Administração, Licenciaturas e Tecnólogos da área de gestão.

Como qualquer mercado em expansão, ter um diferencial é fundamental para acompanhar a oferta e atender à demanda crescente. Em um segmento em que a marca se destaca somente no local onde a IES possui o modo presencial, o preço é fator preponderante. Entretanto, o bom relacionamento com o estudante, desde o momento da escolha pelo curso e instituição de ensino, até a matrícula e seus primeiros meses como aluno, é primordial. Segundo pesquisa realizada este ano pela Educa Insights, o relacionamento com o candidato e com o aluno representa 60% dos fatores-chave para a satisfação do aluno com a instituição. A pesquisa consistiu no acompanhamento da jornada do estudante da modalidade à distância, por meio de inscrição em processos seletivos e matrícula em 16 das maiores instituições de ensino do país, representando 88% das matrículas de EAD. Foram avaliados quatro aspectos da jornada do aluno: inscrição, processo de vestibular, serviços ao estudante e a experiência com o curso.

Na etapa de inscrição, a maioria das IES foram bem avaliadas em relação aos sites – amigáveis e fáceis de encontrar em sites de buscas –, fichas de inscrição intuitivas e campanhas de marketing atrativas, chamando a atenção do prospect. Já em relação a informações sobre os cursos e diferenciais, somente metade das instituições da pesquisa foram bem avaliadas, e pouco mais da metade conseguiu se destacar nas réguas de relacionamento, isto é, no contato constante e com conteúdo relevante para auxiliar o candidato no processo seletivo e demais etapas. Nesse período, poderá se destacar a IES que conseguir se relacionar de maneira efetiva com o candidato, chamando atenção para seus diferenciais em metodologia, grade de cursos e serviços ao estudante – como lembretes para realizar a prova do vestibular, bom atendimento no Polo, infraestrutura adequada e comunicação assertiva.

(Gráfico: A Jornada do prospect: da inscrição até a rematrícula/ evasão)

 

Após a prova do vestibular, a pesquisa demonstrou que apenas pequena parcela das IES conseguiu se sair bem nos processos avaliados. Destacam-se aquelas que comunicam o resultado de aprovação rapidamente, oferecem condições especiais de pagamento da matrícula e opções de descontos e/ou financiamentos, além de divulgar de modo claro e por diferentes meios – email, SMS, telefone, whatsapp – os procedimentos de matrícula, tornando simples e objetiva esta etapa para o candidato.

Os resultados do estudo apresentam um cenário ainda menos favorável a partir do ingresso do estudante nos cursos das IES pesquisadas. Pouco mais de 20% das instituições entrou em contato com o aluno nos primeiros dias após a matrícula, oferecendo tutoriais para uso do ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e contato direto do tutor online. Ao longo do primeiro semestre de experiência como estudantes das IES do estudo, diferenciaram-se aquelas que mantiveram contato próximo dos tutores, com acompanhamento de atividades e auxílio nas dúvidas acadêmicas. Em relação à plataforma de ensino e aos materiais disponibilizados no AVA, o desempenho das instituições foi um pouco melhor, com mais da metade do grupo ofertando conteúdo adequado. Por fim, ao se aproximar do período de rematrícula, apenas uma das instituições se antecipou enviando informações sobre o processo e ofertou alternativas para alunos com problemas financeiros ou pendências acadêmicas, o que pode evitar a evasão de alunos.

A conclusão do estudo mostra que “relacionamento” é a palavra-chave para as instituições que buscam se diferenciar! Quem desejar ser líder de mercado precisa ouvir os alunos e compreender o perfil dos candidatos, auxiliá-los na tomada de decisão, com assertividade na comunicação e serviços que simplifiquem a jornada do estudante EAD, facilitando o processo de escolha pelo curso e o caminho até a matrícula.

 

RUMOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL

SUMÁRIO EXECUTIVO DA ANÁLISE SETORIAL DA EDUCAÇÃO

A Educa Insights, em parceria com o Grupo A, lançou o Sumário Executivo da Análise Setorial da Educação Superior no Brasil. O estudo traça um panorama do setor de educação superior brasileiro, trazendo dados e análises inéditos sobre o mercado, com base no Censo da Educação Superior, publicado em 2015 pelo INEP.

A análise apresenta a grande concentração de estudantes do Ensino Superior em instituições privadas, que representam 77% das matrículas totais. Este fenômeno é o resultado da expansão e investimentos do setor privado, enquanto o setor público não tem sido capaz de suprir a demanda, e hoje representa apenas 23% das matrículas de graduação no país.

Apesar desse crescimento, o período atual é de desaceleração, ainda que não apresente retração em termos absolutos. Em 2014, o crescimento da educação superior privada atingiu seu pico, com 9% de matrículas acima do ano anterior. Em 2015, no entanto, o setor cresceu apenas 3% comparado a 2014, pois enfrentou barreiras como a aceleração da crise econômica e diminuição do volume de novos contratos do FIES, além mudanças nas regras do financiamento governamental, tornando-o menos acessível, o que contribuiu para a diminuição da capacidade dos estudantes de arcar com as mensalidades dos cursos superiores.

No atual cenário, o Brasil ainda apresenta um número baixo de pessoas com ensino superior completo, num total de apenas 7,5% da população geral. Esse indicador coloca o país em um dos piores patamares da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para entender o desafio colocado pelo Plano Nacional de Educação (PNE), é necessário levar em conta a taxa de penetração bruta e líquida, que mede o índice de pessoas que frequentam o ensino superior dentro da faixa etária alvo – entre 18 e 24 anos. O PNE tem como meta atingir 50% da taxa bruta de penetração até 2024, e 33% da taxa líquida. Entende-se por taxa bruta o total da população que estuda no ensino superior – de qualquer idade – dividida pela população de 18 a 24 anos, onde o país atingiu 34% em 2015. Já a taxa líquida, na qual o Brasil atingiu apenas 17%, considera o total de alunos matriculados no ensino superior dentro da idade alvo de 18 a 24 anos, dividido pela população dentro dessa faixa etária. Os dados mostram que, apesar da evolução, o país ainda precisa avançar muito para atingir as metas da política educacional, apresentando incremento de mais de 3,7 milhões de matrículas até 2024.

Sob essa perspectiva de mudanças no mercado educacional e necessidade de melhorias e crescimento, uma modalidade apresenta crescimento significativo e absorve fatia importante do volume de alunos. O Ensino à Distância (EAD), com novas tecnologias e atores no setor, apresenta vantagens como a redução de custos com estrutura física, número de alunos atendidos por um mesmo corpo docente, acessibilidade remota e gestão do tempo. Em um comparativo entre as modalidades, o Ensino à Distância está conquistando um espaço frente ao modelo tradicional, crescendo sempre acima das taxas da modalidade presencial. Em 2015, o EAD cresceu 5% em relação a 2014, enquanto o presencial cresceu apenas 2%.

Os esforços entre o setor privado e público mantêm o mercado em constante movimento. Um dos reflexos dessa parceria é o sistema FIES. Em 2010, o programa era muito atrativo com juros baixos e longos períodos para pagamentos, atingindo a marca de 76 mil alunos inscritos naquele ano. Entretanto, em 2015 o FIES passou por reestruturações, restringindo o acesso, principalmente o volume de novos contratos: do pico de 731 mil contratos anuais em 2014, o número caiu para 315 mil em 2015, primeiro ano de vigência das novas regras.

A tentativa de controlar as despesas governamentais foi a justificativa da reforma de 2015. O gráfico demonstra claramente a expansão agressiva do FIES no período das regras flexíveis para os alunos, entre 2010 e 2014. Todavia, o custo associado ao programa também teve um aumento exponencial no mesmo período.

No entanto, em comparação às instituições federais, atualmente o maior gasto por aluno que se atingiu com o FIES está abaixo do custo por aluno nas instituições públicas. Em 2015, um aluno extra em IES pública representaria um dispêndio dos cofres públicos quase 90% maior que seu custo via FIES.

Portanto, ao longo das últimas décadas houve um crescimento relevante do setor privado na Educação Superior do país. Gradualmente, o governo brasileiro passa a oferecer incentivos ao desenvolvimento deste mercado e a parceria entre as esferas tem o objetivo comum de melhorar os índices na educação e consequentemente o avanço do alcance ao Ensino Superior. Resta saber se as novas regras do FIES, com expectativa de publicação ainda em 2017, e a nova regulamentação do EAD – publicada no último 25 de maio –, que promete flexibilizar a abertura de cursos, polos e instituições, vão contribuir para o incremento do acesso à educação superior.

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